Category Archives: Cuidados com o bebê

1 abr

Chá de fraldas ou um lindo enxoval? Qual escolher?

Seja você mãe de primeira, segunda ou terceira viagem, é comum que se queira dividir com pessoas queridas todas as emoções que o período de gestação proporciona. Para que isso aconteça, costumamos planejar alguns encontros para reunir todas essas pessoas: anúncio da gravidez, comunicado do sexo do bebê, reuniões com as outras mamães da família ou do grupo de amigas.

Nesse momento, algumas dúvidas passam a assolar as futuras mamães: se devem ou não fazer um encontro para arrecadar presentinhos para seu filho. E, em caso afirmativo: o que fazer? Chá de fraldas ou chá de bebê?

Estas dúvidas são completamente aceitáveis já que o tempo é curto, principalmente para mamães que possuem jornada dupla. Para fazer a escolha certa, cada mamãe deve ponderar sua própria dinâmica, suas tarefas diárias e, até mesmo, sua situação financeira — afinal, o chá de fraldas abastece a casa de fraldas e o chá de bebê ajuda a montar enxoval.

Mas se mesmo fazendo essa reflexão você ainda está com dúvidas, separamos algumas dicas que podem ajudá-la. Vamos lá?

Pense na (sua) praticidade

Diversas mamães optam por promover um chá de fraldas pensando na praticidade para seus convidados. Se esse é seu caso: repense. Sim, é inegável que a fralda seja um item facílimo de ser encontrado (supermercados, farmácias, etc) e não demanda ida às lojas especializadas em artigos infantis. No entanto, lembre-se de que o foco deste momento é a chegada da sua criança, portanto, a praticidade que deve ter prioridade é a de vocês (dos pais e da criança).

Outro ponto que você, mamãe, deve levar em consideração na hora de escolher é que o chá de fraldas não é completamente seguro. Não há certeza de que você estará se abastecendo da melhor fralda para seu filho. Você pode escolher a marca e o tamanho, é claro, mas ainda não sabe exatamente as características físicas do seu bebê, de forma que sempre haverá o risco de que elas fiquem largas, pequenas ou, mesmo que seja raro, provoquem alguma alergia.

Mais uma questão que você deve considerar são as suas necessidades. Se você precisa de uma “força” para comprar os itens necessários para a chegada do seu bebê, (seja por falta de tempo ou por questões financeiras) invista em um encontro em que os convidados possam lhe presentear com o que você realmente precisa, como as roupinhas, por exemplo. Mas não se engane, essa é uma escolha viável, e não apenas por necessidade (falta de tempo e/ou dinheiro).

Como veremos mais adiante, se sua prioridade ainda é seu convidado, saiba que o chá de bebê facilita e é completamente justificável quando se quer deixar o convidado mais livre na escolha do presente.

Devo mesmo fazer esse encontro?

Ok, promover um chá de bebê para montar o enxoval não está parecendo mais uma escolha tão absurda se comparada ao chá de fraldas. Mas você ainda está em dúvida se deve realmente fazer algo. Cada pessoa tem uma forma de lidar com a vida, mas nos arriscamos a dizer que: compartilhar a felicidade é a melhor forma de vivenciá-la.

Promover um encontro com pessoas queridas é uma forma gostosa de compartilhar este momento tão especial da sua vida. Além disso, esse momento permite que essas pessoas demonstrem para seu filho ou filha o carinho que já nutrem por ela ou ele.

Agora, se sua dúvida tangencia a área financeira, saiba que, com certeza, fazer um chá de bebê é uma escolha acertada. Desde que você se lembre, é claro, de que não é uma festa. Então, contenha-se nos mimos para os convidados — esse é o seu momento de ser mimada. Concentre-se em promover um momento aconchegante, como falaremos a seguir.

Como fazer um encontro para montar meu enxoval

Existem diversas formas de promover essa reunião, e escolhemos algumas que enfocam a praticidade tanto para a futura mamãe, quanto para seus convidados:

Faça uma lista do que precisa

Este o formato mais tradicional, mas é claro que você pode deixar mais personalizado. Não é porque você optou por um chá de bebê, no lugar do chá de fraldas, que deverá abster-se de deixar claro o que quer para o enxoval da sua criança.

Uma das melhores opções, atualmente, é escolher uma loja virtual para as compras. Usando essa opção, você pode escolher exatamente os itens que deseja ganhar. Ao enviar o convite, basta escrever o item, a marca, o modelo e o endereço virtual da loja online de sua confiança.

Escolham os presentes juntos

Calma, você não precisará sair de casa com todos os seus parentes e amigas ao mesmo tempo. Uma opção bem legal é deixar que seus convidados façam as compras durante o encontro.

Monte um espaço bem legal próximo ao computador

Abra, em seu computador, as abas com os endereços das lojas virtuais escolhidas. Próximo ao seu computador, deixe uma folha em branco para que as pessoas escrevam o item que já foi encomendado, assim não haverá duplicidade nas escolhas. No mesmo espaço, deixe escrito seu endereço (ou qualquer outro local no qual deseja receber os presentes).

Essa ideia é muito funcional. Primeiro, porque você estará no recinto e caso a pessoa tenha alguma dúvida poderá conversar diretamente com você, antes de finalizar a compra. Segundo, porque permite que o convidado compre roupas e outros presentes, não apenas o enxoval.

Sem lista

Sim, essa é uma opção perfeitamente possível. Não exigir itens específicos de ninguém é, com certeza, algo legal. Entretanto, sugerimos que você deixe algumas diretrizes gerais. Isso porque, para algumas pessoas, essa liberdade total pode deixá-las perdidas.

Nossa sugestão é: escolha pelo menos a loja virtual. Pense que, se você estabelecer um universo de produtos, marcas e modelos que te agradam, reduzirá as chances de que as escolhas de seus convidados não sejam úteis para você.

Enfim, tenha em mente que esta não será uma reunião qualquer, mas um momento para que as pessoas demonstrem carinho tanto ao seu filho quanto a você. E isso pode ser traduzido de forma prática, quando sua escolha concede a elas o espaço e a oportunidade para que sejam facilitadoras dessa nova etapa da sua vida.

Gostou das dicas e já quer saber quais itens não podem faltar em seu enxoval? Então clique que aqui e descubra!

18 mar

11 erros sobre a segurança do bebê

A partir do momento em que as crianças nascem, a responsabilidade de cuidar da saúde, bem-estar e integridade física delas passa a ser de seus pais — é importante ter em mente que bebês são sensíveis, frágeis e indefesos.

Infelizmente, eles estão bastante expostos a riscos e, muitas vezes, os perigos não são tão aparentes, o que pode criar armadilhas no próprio dia a dia da família. Daí a necessidade dos papais e mamães redobrarem a atenção em relação à segurança dos pequenos.

Quer saber quais são os principais erros que podem ameaçar a segurança do seu bebê? Então continue lendo o nosso artigo e fuja deles a todo custo. Vem com a gente!

Usar protetores de berço e cobertores grossos

Os protetores de berço realmente são fofos e cumprem um papel decorativo no quarto da criança, mas de acordo com a Sociedade Americana de Pediatria, os bebês podem entrar debaixo do protetor e serem sufocados pelo tecido. Se você não abrir mão do protetor, opte por modelos mais fininhos. Quanto aos cobertores, prefira os mais leves e tome cuidado na hora de cobrir o bebê, cubra-o apenas até a altura do peito e mantenha os bracinhos para fora da coberta.

Colocar objetos macios no berço

No intuito de acertar e deixar a hora do soninho mais aconchegante, alguns pais colocam pelúcias, almofadas, rolinhos e enfeites macios dentro do berço. Embora aparentemente inofensivo, esse é um erro grave. Quanto mais livre estiver o berço, mais seguro e confortável será o sono do bebê, pois o risco de sufocação diminui bastante. No caso de crianças mais crescidinhas, a ausência desses objetos também ajuda a prevenir quedas, já que a criança não poderá fazer uma pilha de almofadas e bichinhos para escalar o móvel.

Deixar os móbiles ao alcance do bebê

Os móbiles são lindos e ajudam a entreter os bebês, mas à medida que a criança for crescendo, a altura do móbile deve ser ajustada. É um erro deixá-lo ao alcance do bebê, pois quando ele alcança o móbile, o enfeite pode cair e machucá-lo. Além disso, a criança pode se engasgar com partes pequenas que, eventualmente, venham a se desprender.

Não respeitar a faixa etária indicativa dos brinquedos

Quando for comprar brinquedos para o seu filho ou até mesmo quando ele ganhar brinquedos de terceiros, observe a faixa indicativa, pois utilizar um brinquedo destinado a crianças maiores, coloca a segurança dele em risco. Como as crianças pequenas costumam não só tatear, mas também colocar os objetos na boca, eles podem engasgar com peças pequenas e soltas. Além disso, alguns brinquedos elaborados para crianças maiores podem conter alguma toxidade na tinta, que para os mais velhos não causa danos, mas para os mais novos, pode representar um risco. Além da faixa etária, cheque se o brinquedo possui o selo do INMETRO.

Comprar andador para o bebê

No intuito de fazer com que o bebê aprenda a andar rápido, alguns pais ainda utilizam bastante o andador. No entanto, esse acessório não é recomendado pelos pediatras brasileiros. Além de alcançar certa velocidade e favorecer as quedas, ele não favorece a postura da criança, prejudica a formação dos ossos, e ainda pode fazer com que a criança prenda o dedinho na parede e fazendo com que ele fique completamente inseguro para dar os primeiros passos sozinho. Cada coisa a seu tempo! Seu filho vai andar na hora certa e com o seu suporte. É mais seguro e saudável assim!

Dormir junto com o bebê na cama

Levar o bebê para dormir na cama dos pais é uma falha gravíssima de segurança! É comum que, para que não tenham que levantar durante a madrugada, os pais coloquem o filho recém-nascido para dormir com eles na cama do casal. Além de prejudicar a vida a dois, essa prática ameaça a integridade física da criança, já que os pais podem rolar e sufocá-lo. O ideal é que, desde o início, os bebês tenham o próprio cantinho, que sejam criados tanto uma rotina como hábitos na hora de dormir.

Deixar objetos pequenos ou cortantes em locais acessíveis

Manter moedas, alfinetes, enfeites de cabelo, bibelôs e outros objetos pequenos ao alcance da criança pode ocasionar acidentes sérios, como engasgos fatais que venham a obstruir a respiração. Quanto menor for o objeto, mais alto deve ser o local para guardá-lo. Fica a dica! Em relação a facas, alicates e outros objetos cortantes, a regra é a mesma: guardar em lugares inacessíveis para o bebê.

Manter as piscinas e janelas desprotegidas

Com bebês de colo não há grandes problemas em deixar janelas e piscinas descobertas, mas a partir do momento em que a criança começa a engatinhar, os riscos aumentam — é um erro não colocar tela de proteção em janelas e piscinas. As janelas favorecem as quedas e as piscinas livres podem provocar afogamentos. Lembrando que as crianças podem se afogar com até 2 cm de água, portanto, mesmo a água dos baldes, banheiras e privadas representam riscos para os pequenos.

Colocar o bebê para dormir em posição inadequada

Durante muito tempo, os pais colocavam os bebês para dormir de bruços, por acharem que essa era a posição mais segura. Depois de muitas pesquisas, especialistas chegaram à conclusão de que o melhor para o bebê é dormir de barriga para cima, pois essa posição evita a temida morte súbita em crianças. Mesmo assim, há pais que insistem em posições inadequadas, ameaçando a segurança e bem-estar dos seus filhos.

Instalar a cadeirinha incorretamente

Mesmo com o manual em mãos, existem pais que erram ao instalar a cadeirinha do bebê no carro. Faça essa instalação com calma, de preferência, logo após a compra, com o auxílio da própria loja. Vale lembrar que antes de um ano de idade ou até a criança completar 10 kg, o mais indicado é que a cadeirinha fique virada para a parte traseira do carro. Ao usar a cadeirinha, não esqueça de colocar o cinto de segurança corretamente. O mesmo vale para o cinto de segurança do carrinho de passeio!

Não pensar na segurança das roupas

Outro erro comum é não se atentar à segurança das roupinhas. Muitos pais olham a beleza e conforto, mas desconsideram que até mesmo as roupas podem colocar a segurança dos pequenos em risco. Evite, por exemplo, peças com botões e apliques que se soltem com facilidade, roupas com cordões longos, capuz grande, golas apertadas, etc.

E aí, gostou do nosso artigo? Já cometeu algum desses erros de segurança? Conhece outras falhas que não foram citadas? Compartilhe com a gente!

 

3 mar

Segurança do bebê: veja algumas precauções

Manter a segurança do bebê e das crianças pequenas em casa deve ser prioridade para todas as mamães. Apesar de todo o esforço, no entanto, há descuidos que podem colocar em risco o bem-estar dos pequenos , mesmo dentro do conforto do lar. Virar o cabo da panela para dentro enquanto estiver cozinhando, usar protetores de porta e instalar telas de proteção nas janelas são alguns cuidados que deixam sua casa mais segura.

No post de hoje, veja algumas precauções para manter a segurança do bebê:

Banheiro: criança sozinha é perigo na certa

Em hipótese alguma deixe sozinho no banheiro ou no banho. Como o peso da cabeça é proporcionalmente maior do que o corpo quando o bebê é novinho, é importante não deixá-lo sozinho nem por um instante: ele pode se debruçar em algum local e cair por causa do peso da cabeça.

No banho, o cuidado também deve ser redobrado: dez segundos são suficientes para o bebê ficar submerso e a consciência pode ser perdida em dois minutos. Evite acidentes enchendo a banheira apenas o suficiente para cobrir as pernas do bebê, use tapetes antiderrapantes no fundo e sempre use água morna, e não quente, durante o banho. Para evitar acesso ao vaso, aposte em lacres de privada, que são fáceis de instalar e não deixam a criança abrir a tampa.

Área de serviço exige atenção especial

Um dos cantos da casa mais perigosos para bebês com menos de dois anos, a área de serviço exige cuidados especiais. Baldes, por exemplo, devem permanecer sempre vazios: mesmo apenas 2,5 centímetros de água trazem riscos de afogamento. Produtos de limpeza também são armadilhas para a segurança dos pequenos. Coloridos, podem ser confundidos com brinquedos ou bebidas, como sucos e o primeiro impulso das crianças é experimentá-los. Não corra esse risco deixando produtos como água sanitária, desinfetante e afins em um armário fechado, devidamente trancado ou situado em um lugar alto e fora do alcance.

Cuidado redobrado na cozinha

Caso seu pequeno já ande, é importante redobrar o cuidado com a cozinha. Se estiver cozinhando, certifique-se de que os cabos das panelas estão virados para dentro e não corra o risco do seu filho puxá-lo. Utensílios com fio ou ponte, como tesouras e facas, também devem ser mantidos em um lugar seguro, fora do alcance do pequeno. Adotar puxa-sacos pode ser importante para evitar que o bebê tenha acesso a objetos de plástico e corra o risco de morrer por sufocamento. A lata de lixo deve ficar em um lugar de difícil acesso ou, então, dê preferência para modelos que dificultem que a criança a abra.

Nada de toalhas compridas na sala de jantar

Quem tem filho pequeno deve evitar a todo custo toalhas compridas na mesa de jantar. Crianças são naturalmente curiosas, ativas e costumam se apoiar em tudo para se equilibrar. Por isso, há o risco de puxarem a toalha e derrubar tudo o que estiver em cima dela, como alimentos, copos, pratos, etc. Uma medida preventiva é optar por toalhas curtas ou, ainda melhor, jogos americanos.

Evite problemas com a eletricidade

Infelizmente, choques elétricos são problemas comuns na vida de quem tem filho pequeno. Evite que isso aconteça com seu bebê cobrindo as tomadas da casa com protetores. Além disso, fios elétricos nunca devem ficar à mostra: use os móveis como proteção e esconda-os atrás deles. Secadores de cabelo, sanduicheiras e afins devem ficar sempre fora da tomada e guardados longe do alcance da criança. Fios elétricos desencapados devem ser consertados imediatamente.

Para segurança do bebê, previna quedas

Quem tem filho pequeno não deve nem hesitar: instale já telas de proteção em janelas e varandas. Previna-se contra quedas nunca deixando o bebê sozinho em cima do sofá, trocador, cama ou qualquer superfície alta. Escadas exigem atenção redobrada: use portões de segurança no topo e na base e, caso ela seja aberta na lateral, instale grades ou redes de proteção.

Cuidados na arrumação do berço

Até mesmo a organização do quarto e a escolha do berço exigem alguns cuidados em nome da segurança do bebê. Acessórios muito volumosos, como almofadas e bichos de pelúcia grandes, devem ser evitados. Brinquedos, aliás, devem ser retirados quando a criança estiver dormindo. Se o bebê já conseguir ficar de quatro, tire os móbiles e outros itens que estejam pendurados para evitar que ele os puxe. Se o pequeno já estiver na fase de tentar se levantar, o estrado do berço deve ser abaixado ao máximo.

Dedos presos na porta

Um dos acidentes domésticos mais comuns em famílias com crianças pequenas é o famoso dedo preso na porta. Evite que isso aconteça com seu bebê usando protetores em espuma ou em borracha para evitar que as portas fechem e prendam o dedo da criança. Enquanto não providenciar o protetor, é possível prender um tecido nas maçanetas para impedir a porta de fechar, evitando acidentes e idas ao pronto-socorro.

Atenção aos móveis

A regra aqui é segurança em primeiro lugar, estética em segundo. É a segurança do seu bebê que está em jogo!

  • Móveis altos e pesados devem sempre estar firmes para não correr o risco da criança puxá-los e eles caírem em cima dela;
  • Na hora de escolher um móvel, dê preferência aos que tenham gavetas com trava. Essa é a garantia de que elas não se soltarão se forem puxadas;
  • Estante deve sempre estar parafusada às paredes para não cair;
  • Aparelhos pesados, como som e TV, devem ficar, de preferência, em móveis baixos. Evite ainda que eles fiquem perto da borda para não caírem;
  • Luminárias ficam melhor atrás de móveis, como cadeiras e sofás, para não serem derrubadas pelos pequenos (ou até mesmo pelo vento).

Para manter a segurança do bebê, é importante analisar a casa como um todo e fazer todas as modificações necessárias no ambiente para ter certeza de que seu lar doce lar não oferece perigos o seu bebê. Além disso, não deixar o pequeno sozinho e estar sempre atenta aos seus movimentos é outro ponto importante para prevenir acidentes.

Tem mais alguma dica para compartilhar em relação à segurança do bebê? Deixe nos comentários!

11 fev

Como curar a cólica do bebê?

O seu bebê está chorando faz um tempo com grande intensidade e sem parar. Você já o trocou, já o alimentou, já o agasalhou, já o ninou e nada do chorinho cessar. É um choro tão forte que sinaliza dor, sinaliza que algo não vai bem, sinaliza a incômoda cólica.

Quando nenhum outro motivo justifica o desconforto e o choro estridente, provavelmente o bebê está passando por uma crise de cólicas — vale destacar que as dores abdominais são bastante comuns nos primeiros meses de vida da criança, afinal, o sistema digestivo dos recém-nascidos ainda é bem imaturo. Geralmente, tais crises ocorrem no final da tarde ou à noite, fazendo com que o abdome do pequeno contraia, provocando dor e desconforto.

A boa notícia é que há uma série de técnicas e estratégias para mamães e papais adotarem a fim de aliviar a cólica do bebê. Veja a seguir o que fazer se o seu filho estiver com cólica!

Preste atenção à sua alimentação

Essa dica é exclusiva para as mamães que ainda estão amamentando, afinal, o que elas comem acaba interferindo diretamente na saúde e qualidade de vida dos bebês. A dieta da mãe é um dos fatores causadores de cólicas nas crianças, por isso, deve-se evitar alimentos industrializados ricos em estabilizantes, corantes e conservantes, pois eles dificultam o processo de digestão das crianças.

Massageie a barriga do bebê suavemente

Um dos métodos mais antigos e eficazes para aliviar a cólica e diminuir o desconforto dos bebês é massagear suavemente a barriguinha deles ao primeiro sinal de dor. Com as mãos em forma de concha, faça movimentos lentos e circulares no sentido horário. Deslize uma mão de cada vez, partindo inicialmente da base das costelas em direção à parte baixa do abdome. O toque deve ser sutil e a pressão suave, pois estamos falando de bebês e eles são muito sensíveis.

Deite o bebê e movimente as perninhas dele

Coloque o bebê deitado e lentamente dobre os joelhos dele para que as coxas pressionem levemente a barriga. Feito isso, estenda as pernas da criança e simule movimentos de pedalada. Esse recurso pode ser usado não apenas na hora da dor, mas repetido durante o dia para evitar as cólicas.

Dê um banho quente na criança

Outro método que tende a funcionar é dar um banho quente no baby. Prepare cuidadosamente um banho de imersão e regule a temperatura em torno de 36ºC, no máximo 37ºC. O ambiente deve ser tranquilo e relaxante, de preferência, totalmente silencioso ou com uma música suave, mas jamais tumultuado. Diminua a luz do espaço e converse delicadamente com o pequeno para acalmá-lo. A água quente combinada a esse clima reconfortante vai tranquilizar o bebê, relaxá-lo e fazer a cólica ceder.

Faça uma compressa morna sobre o abdome do bebê

Se os métodos acima não funcionarem, recorra às compressas mornas. Você pode passar uma fralda de tecido a ferro e colocá-la morna sobre a barriga da criança. Se preferir, use uma bolsa térmica durante alguns minutos. O calor vindo da compressa promove a vasodilatação, favorece o fluxo sanguíneo e faz com que a musculatura abdominal relaxe, diminuindo assim o desconforto. Tome cuidado apenas com a temperatura para não queimar ou machucar o seu bebê.

Enrole o bebê no cueiro

Essa técnica também é bem antiga e eficiente. Quando o bebê estiver chorando sem parar por causa das cólicas, enrole-o como um pacotinho ou charutinho. Use o cueiro para envolvê-lo, pois isso diminui a agitação e irritabilidade do pequeno. Você pode deixá-lo quietinho e ficar apenas observando ou caminhar com ele pela casa até que ele se acalme completamente.

Estabeleça um contato pele a pele

Muitas vezes o simples contato pele a pele acalma e acolhe o bebê. A criança pode ser colocada de bruços sobre o peito da mamãe ou do papai. Essa posição facilita a saída dos gazes que agravam a cólica. O quartodeve estar preferencialmente quentinho, o bebê deve estar apenas de fralda e o peito dos pais deve estar descoberto para promover o aconchego completo e transmitir total segurança através do contato pele a pele.

Previna os gases

Quando o bebê mama, ele engole uma considerável quantidade de ar. Isso contribui para a produção de gases que agravam a cólica, portanto, é fundamental preveni-los para evitar as dores abdominais. Depois de cada mamada, faça o bebê arrotar e expelir o ar que foi engolido na amamentação.

Ofereça o peito para o bebê

Muitos bebês se acalmam quando recebem o leite materno. Isso ocorre porque mesmo que a razão do choro não seja fome, o contato com a mãe e a estimulação oral promovida pela sucção satisfazem a criança, relaxam e ajudam a amenizar a cólica. No entanto, não recorra a essa estratégia se o beber recusar repetidamente a mamada ou se ele tiver acabado de mamar.

Medique de acordo com a orientação médica

Depois de tentar várias manobras, sem sucesso, medique a criança, claro, com orientação do pediatra. Existem analgésicos infantis e medicamentos contra a flatulência que podem ser dados aos pequenos, mas somente em último caso e apenas na hora da cólica, pois esses remédios não possuem caráter preventivo e, além disso, contam com contraindicações e efeitos colaterais. Nada de dar medicamentos toda vez que a criança chorar por conta da cólica, entendido?

No mais, mantenha a calma e retire-se de cena quando for necessário. Algumas crises de cólicas duram horas e isso acaba estressando as mães, gerando tensão e preocupação. Para que esses sentimentos negativos não sejam percebidos pela criança e não prejudiquem a aplicação correta dos métodos anticólicas, a mamãe deve sair de cena e deixar o papai ou vovó assumirem o controle temporariamente. Depois de um tempo, já mais calma e aliviada, ela pode voltar e tentar outros recursos para aliviar as dores abdominais do seu pequeno. Lembre-se que para oferecer o melhor para as crianças, pais e mães também precisam estar bem fisicamente e mentalmente.

E aí, gostou das nossas dicas? Achou úteis os métodos anticólicas compartilhados aqui? Já utilizou algum desses? Conhece alguma outra estratégia para aliviar a cólica do bebê? Compartilhe sua experiência e dicas com a gente!

 

4 fev

7 motivos por que os bebês choram

O primeiro som produzido por um bebê ao nascer é o choro. Essa é a forma que ele tem de se comunicar e será a única durante seus primeiros meses de vida. O problema é que nem sempre é fácil identificar imediatamente porque os bebês choram, já que o motivo pode variar bastante.

Com o passar do tempo, os pais certamente passam a distinguir as necessidades da criança, mas até isso acontecer, uma crise de choro pode gerar muito estresse e desespero.

No artigo de hoje, apresentaremos alguns dos principais motivos pelos quais os bebês choram. Acompanhe!

1 – Fome

Talvez tenha passado apenas um pequeno intervalo desde que o bebê foi alimentado e a mãe logo duvida que o choro possa significar fome, mas a verdade é que no estômago de um bebezinho não cabe muito leite, por isso ele não fica saciado por muito tempo.

Geralmente, antes do choro, outros sinais indicam que a criança está com fome, como a sucção da mão ou de qualquer outra coisa que aparecer próxima à sua boca. Por esse ser um dos principais motivos do choro de um bebê, principalmente do recém-nascido, a recomendação é de que se ofereça leite logo que ele começar a chorar. Se esse não for o motivo, provavelmente ele não aceitará ou irá mamar bem pouco, continuando a chorar. Caso isso aconteça, o motivo deve ser outro.

2 – Sono

Nos primeiros meses de vida, os bebês dormem durante grande parte do tempo. Até o terceiro mês, a média é de quinze horas de sono por dia, sendo que geralmente não conseguem ficar mais do que duas horas seguidas acordados. Porém, o bebê às vezes não sabe identificar que está com sono ou não sabe como lidar com a necessidade que está sentindo, por isso tende a ficar bastante irritado antes de conseguir simplesmente adormecer.

Alguns demonstram que estão com sono esfregando os olhos ou apenas ficando inquietos, portanto, aos primeiros sinais, é importante tentar ajudar o bebê a dormir. Criar uma rotina para a hora do sono é algo que pode facilitar para que ele entenda que chegou o momento de dormir, mas cuidado para não condicionar o sono a hábitos complicados e que não podem ser realizados em qualquer lugar e situação.

Vestido de bebê

Vestido de bebê

3 – Dor

O organismo do bebê, em especial seu sistema digestivo, ainda é imaturo em seus primeiros meses, portanto pode apresentar algumas dificuldades de funcionamento. A formação de gases e as cólicas podem provocar dor na barriga do bebê, o que resultará em um choro bastante irritado.

Alguns médicos costumam receitar remédios para aliviar essas dores, mas alguns truques simples também amenizam esse desconforto, como massagens na barriga ou dobrar as perninhas e fazer “movimentos de bicicleta”. As mães que amamentam também devem prestar atenção ao que comem, pois alguns alimentos podem favorecer o surgimento do incômodo na criança.

4 – Necessidade de aconchego

Durante muitos meses, o bebê sentiu-se seguro e confortável dentro do útero, por isso, após o nascimento, tem a necessidade de ainda sentir-se aconchegado. Em alguns momentos de choro, a necessidade pode ser apenas de ter contato com a mãe ou o pai, e só o colo resolve.

Para facilitar, muitas mães optam pelo sling ou o canguru, pois assim elas conseguem realizar outras atividades sem abrir mão de oferecer o contato que o bebê anseia. Os recém-nascidos também demoram um pouco a se acostumar com a quantidade de espaço ao seu redor — deixar a criança bem enrolada em uma manta ou deitada em um carrinho ou moisés também pode ser o suficiente para produzir a sensação de conforto que ela precisa.

5 – Fralda suja

Alguns bebês não demonstram incômodo quando a fralda está suja ou molhada, mas outros ficam bastante nervosos. Se o bebê está chorando, vale conferir como está a sua fralda e trocá-la caso haja necessidade. Isso também é importante para evitar que a pele fique irritada, o que poderá provocar ainda mais choro.

6 – Desconforto

Mesmo que já tenha verificado os outros motivos, antes de dizer que o bebê está chorando à toa, lembre-se de que algumas coisas aparentemente sem importância podem incomodá-lo. Alguns exemplos: uma etiqueta na roupa irritando sua pele, um elástico apertado em alguma peça do vestuário, como a meia, uma coceira, frio ou calor.

Deve-se sempre atentar que cada bebê é de um jeito e nem sempre que o adulto está com calor ou frio, quer dizer que ele também estará. Se estiver em dúvida, toque a barriga do bebê, se ela estiver fria, agasalhe mais a criança, se estiver suada, tire um pouco de suas roupinhas.

7 – Cansaço

Passar muito tempo fora de casa, muitas visitas, excesso de barulho ou outras mudanças na rotina podem deixar o bebê agitado e cansado. Após situações de maior estímulo, ele pode ter dificuldade de se desligar e ficar irritado, o que provoca o choro. Nesse caso, uma opção é promover um ambiente tranquilo, com menos luz e barulho, para tentar tranquilizar o bebê.

Dicas para fazer o bebê parar de chorar

Ruídos

Geralmente, acreditamos que os bebês precisam de silêncio, mas há um tipo de barulho que pode ser bastante eficaz para acalmá-los, que é chamado de ruído branco, similar à estática de um rádio ou televisão fora do ar. A verdade é que esse som contínuo pode mascarar os outros barulhos externos que estejam incomodando e produz tranquilidade, principalmente por remeter ao som que o bebê ouvia dentro da barriga da mãe.

Massagem

Não é preciso ter técnicas específicas, apenas apalpe o corpo do bebê de um jeito suave e delicado, na intenção de produzir sensação de conforto e relaxamento.

Movimento

Toda criança gosta de ser ninada, seja no colo, em um carrinho de bebê, em uma cadeirinha de balanço ou mesmo em um carro em movimento. Uns são mais agitados e outros preferem ficar mais quietos, o importante é descobrir qual é o ritmo que acalma seu bebê e utilizá-lo quando precisar deixá-lo mais tranquilo.

Depois dessa lista e das nossas orientações, ficou mais fácil identificar os motivos por que os bebês choram, não é mesmo? Tem alguma dica ou dúvida sobre o assunto? Compartilhe com a gente nos comentários!