6 nov

Como a roupa pode influenciar na autoestima da criança?

Você acredita que baixa autoestima é um problema exclusivo de adultos? Então é melhor rever os seus conceitos, afinal, a autoestima baixa também se manifesta em crianças e deve ser uma preocupação dos pais na formação infantil, desde os primeiros anos, até a adolescência, período em que a baixa autoestima pode se agravar.

Normalmente a baixa autoestima na infância está relacionada à dificuldade da criança em se enturmar, à crença de que ela não consegue superar obstáculos e, também, à forma como vê a própria imagem. Muitas vezes, a criança se enxerga feia, incapaz, solitária. Temos que admitir que essas percepções e sentimentos tão complexos, aparentemente, não combinam com a alegria da infância, mas o fato é que esse quadro é mais comum do que se imagina.

Só para se ter ideia, até mesmo a roupa que a criança veste pode impactar a autoestima infantil. Duvida? Então acompanhe o nosso post e descubra como o vestuário pode influenciar a autoestima da criança!

A relação entre a roupa e a autoestima

Já percebeu que quando colocamos uma roupa bonita, que nos cai bem e nos deixa confortáveis, nos sentimos mais confiantes e felizes? Com a criança também é assim! A roupa certa eleva a autoestima infantil, faz o pequeno se sentir alegre, bonito e à vontade para brincar e ser ele mesmo.

No entanto, quando as crianças são vestidas com uma roupa que agrada unicamente aos seus pais, com uma cor e modelo que os pequenos mesmo não aprovam, a tendência é de que eles reclamem, não queiram vestir a roupa e, quando vestem, ficam infelizes com as peças.

A roupa certa pode valorizar os pontos fortes das crianças

Basta olhar ao redor para ver crianças com diferentes características. Há crianças negras, brancas, orientais, ruivas. Existem também as magrinhas, gordinhas e com o peso normal. Há ainda as crianças com problemas motores, mentais ou visuais que já possuem um maior desafio em relação à autoestima. Em todos esses casos, a roupa que a criança veste pode ajudar a valorizar seus pontos fortes e fazer com que ela se sinta mais feliz e confiante.

Nas garotas bem magrinhas, por exemplo, peças mais volumosas ou com babados ficam uma graça. Nas crianças mais gordinhas, tons como azul-marinho e preto, em contraponto com tonalidades vibrantes (pink e vermelho) ficam um espetáculo!

A regra que vale tanto para adultos quanto para crianças é: procure disfarçar as imperfeições e ressaltar o que a pessoa tem de mais bonito. Se o olho da criança é bem claro, por exemplo, escolha uma cor de roupa que destaque isso. Não tenha dúvidas de que ele roubará a cena!

O estilo traduz a personalidade e identidade infantil

O que a criança veste tem tudo a ver com o que ela gosta e é. Note que, de modo geral, os garotos ligados ao esporte adoram roupas bem confortáveis e mais larguinhas. Meninas delicadas e que seguem a linha princesinha gostam muito de peças cor-de-rosa, laços, bordados, rendas e aplicações.

Há crianças que, desde muito cedo, se interessam pelo universo rural. Não demora e as camisas xadrezes acabam integrando o armário dessas crianças. É genuíno e saudável quando a própria criança vai definindo seu estilo. Os pais não devem oprimir seus filhos quando isso acontece, pois isso pode contribuir para o desenvolvimento da baixa autoestima.

Padrões estéticos podem ser bem negativos

Embora na sociedade haja a ditadura da beleza, que valoriza a cultura do ser cada vez mais magro, alto e bonito, evite reforçar isso para que seu pequeno não sofra futuramente com problemas de baixa autoestima e depressão. Também não encare esse conselho como um incentivo para relaxar e descuidar da imagem do pimpolho, a ponto de ele se tornar obeso.

Mais do que uma questão estética, a obesidade é uma séria ameaça para a saúde. Portanto, ame seu filho como ele é, aceite-o como ele é, mas estimule-o a ser uma criança saudável, que come de forma balanceada e pratica exercícios.

Além disso, procure vesti-lo bem e, dentro de suas possibilidades financeiras, escolha boas marcas de roupa, tecidos duráveis e confortáveis. Essas medidas ensinarão seu pequeno a crescer cuidando de si mesmo, tanto no que diz respeito à saúde, quanto no que diz respeito à imagem.

Dicas para ajudar a criança a ter uma boa autoestima

  • Desde a infância, procure passar tempo de qualidade com os seus filhos, converse com eles, escute-os, interesse-se pelas atividades que eles realizam e esteja aberto a esclarecer questionamentos.
  • Em situações difíceis, como bullying na escola, uma nota baixa ou uma derrota no campeonato de natação, dê apoio à criança e mostre a ela que ela é importante e que não está sozinha. Ela precisa ver que tem muito valor, apesar das dificuldades.
  • Esteja atento aos sinais que a criança envia. Se notar comportamentos estranhos, tristeza, isolamento, falta de vontade de sair e brincar, timidez excessiva e insatisfação com a própria imagem, procure acompanhamento psicológico especializado para ajudar seu filho. Tenha em mente que se a criança evita atividades esportivas, sociais e intelectuais temendo o fracasso e não aceitação, esse é um forte indício de baixa autoestima.
  • O papel da escola também é muito importante para que os problemas de autoestima sejam superados. Se o seu filho tiver baixa autoestima, não hesite em conversar com os professores, coordenadores e diretores.
  • Não anule a personalidade da criança. Oriente seu filho e dê suporte em relação às escolhas dele mas, por exemplo, se a criança se sente melhor com roupa vermelha em vez de amarela, respeite a opinião para evitar que a criança se frustre. Na primeira infância, as crianças tendem a ser vestidas conforme os gostos dos pais, mas ao longo do tempo, elas revelam os próprios gostos e estilo, o que é bom para a consolidação da autonomia.
  • Não compare seus filhos. Nada de fazer comentários como: “olha como sua coleguinha é magra”, “olha como a sua prima come pouco” e por aí vai. Isso acaba com a autoestima da criança.
  • Lembre-se de que os gordinhos podem ser tão estilosos como qualquer outra criança. Eles não precisam usar roupas muito maiores e nem se esconder apenas em conjuntos de legging e bata. Vestidinhos, saias, calças jeans e shortinhos também podem ser usados pelas meninas mais fofinhas. Já os meninos podem abusar de bermudas, camisetas e calças modernas.
  • Vale destacar que as crianças com boa autoestima não têm medo de novos desafios, gostam de aprender coisas diferentes, possuem autonomia, são sociáveis, confiam em si mesmas, não duvidam das próprias capacidades, adoram sair de casa, gostam de se arrumar, são colaborativas e admitem os próprios erros. Se seu filho é assim, ele tem a autoestima elevada e a roupa certa só faz reforçar essa característica.

E aí, você gostou do nosso artigo? Acha que realmente a roupa tem um papel importante na autoestima infantil? Compartilhe as suas opiniões com a gente. Queremos saber o que você pensa sobre o assunto!

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