7 riscos de segurança para seu bebê

Bebês são naturalmente mais sensíveis do que adultos. A pele deles é fina, seu sistema imunológico é vulnerável e o organismo não suporta temperaturas elevadas demais e nem temperaturas excessivamente baixas. Para completar, à medida que o tempo avança e os sentidos se desenvolvem, os bebês tornam-se mais curiosos. Só que é nessa fase que entra em questão uma limitação infantil própria da idade: os bebês ainda não se comunicam verbalmente. Assim, eles ficam ainda mais expostos a perigos, já que correm o risco de engolir objetos, mas ainda não conseguem falar o que aconteceu. Esse é só um exemplo, dentre tantos casos que acontecem diariamente.

Como você bem sabe, bebês são completamente dependentes de seus pais, ou seja, você tem um papel extremamente importante no desenvolvimento do seu filho e na preservação da segurança dele. Para te ajudar nessa tarefa, listamos os principais riscos que ameaçam a saúde, segurança e bem-estar dos pimpolhos. Alguns desses perigos, os papais e mamães nem se dão conta, pois parecem inofensivos!

 

Desmame precoce

Por motivos diversos, como baixa produção de leite ou desconforto na hora da amamentação, muitas mães decidem suspender o aleitamento, no entanto, isso representa um perigo para o desenvolvimento dos pequenos, já que a ausência de leite materno pode deixar o sistema imunológico das crianças mais vulnerável.

Vale ressaltar que a amamentação até que o bebê complete, pelo menos, seis meses, traz benefícios psicológicos e físicos tanto para a mamãe, quanto para o bebê. Além disso, diminui consideravelmente o risco de desenvolvimento de problemas como diabetes, eczema, diarreia, alergias, obesidade, hiperatividade, infecções urinárias e alergias. Sendo assim, a menos que as mães tenham alguma doença que as impeçam de amamentar, o aleitamento é essencial. No caso de impossibilidade, é preciso conversar com o pediatra e descobrir como deve ser feita a alimentação/suplementação da criança.

Berço cheio de objetos

Berços enfeitados podem ser lindos, mas também representam um perigo iminente para os bebês, especialmente quando os objetos são macios, como as pelúcias, almofadinhas e rolinhos. Ao optar por esses artigos, a intenção dos pais é, normalmente, deixar o quarto mais bonito e aconchegante, porém, a escolha mais segura e confortável para a criança é deixar o berço livre, pois assim, não há risco de sufocamento.

O uso de protetores de berço também não é indicado pela Sociedade Americana de Pediatria, já que o bebê pode entrar debaixo do protetor e sufocar. Cumpre ressaltar que o excesso de objetos também pode viabilizar que bebês prestes a completar um ano, escalem o berço e sofram alguma queda.

 

Não travar o cinto do bebê conforto

A cadeirinha/bebê conforto é essencial para a preservação da segurança das crianças, mas para que esse elemento realmente ajude a manter seu filho seguro, é indispensável que a cadeirinha seja instalada da forma correta. Além disso, os papais zelosos não devem se esquecer de travar o cinto de segurança da cadeirinha, caso contrário, o bebê poderá cair.

A mesma dica vale para os carrinhos de passeio. Por falar em carro e em passeio, para impedir a fatalidade de esquecer o bebê dentro do veículo, sempre o coloque no meio do banco de trás. Assim você vai ver seu filho através do espelho e corre menos risco de sair sem levá-lo.

 

Miudezas em lugares baixos

Objetos muito pequenos em lugares baixos também representam um perigo para os bebês, especialmente quando eles começam a engatinhar. Para impedir que a criança engula e engasgue com brinquedinhos, botões, moedas ou até mesmo enfeites de cabelo, é crucial que os objetos menores não fiquem guardados em locais acessíveis para crianças.

Mesmo que seu bebê ainda seja de colo, já comece a mudar os hábitos em casa. Enquanto o baby estiver dormindo, faça uma triagem nos cômodos da residência e transfira as miudezas para lugares mais altos. Todo cuidado é pouco!

 

Dormir com os pais

Não use a justificativa de que o bebê não se adapta ao berço para poder levá-lo para a cama com você. Na verdade, as mamães acham mais cômodo ter o filho por perto na hora das mamadas, porém, a prática de colocar o bebê para dormir entre os pais também é perigosa.

Os adultos também dormem e, inconscientemente, podem rolar e acabar sufocando a criança. Além disso, a cama não é um móvel ergonomicamente pensado para o bebê, ao contrário do berço, que alia características como conforto e segurança para o público na primeira infância. Cumpre salientar que a posição mais segura para os bebês dormirem é de barriga para cima.

Usar andador

Permitir o uso de andador também é um erro grave que pode ameaçar a segurança do pequeno. Não é à toa que esse objeto já foi proibido em alguns países, além de ser contraindicado pela maioria dos pediatras brasileiros. O andador pode causar acidentes, principalmente quedas, por conta da velocidade acelerada. A queda pode até não ter desdobramentos graves, mas pode também causar luxações, lesões e traumatismos. O andador também pode atrasar os primeiros passos autônomos da criança, já que a deixa insegura para andar sozinha.

Roupas de má qualidade

Você sabia que até mesmo o vestuário pode ameaçar a segurança dos pequenos? Tecidos de má qualidade podem provocar alergias, além disso, roupas com acessórios de plástico ou elementos têxteis com chumbo também comprometem a saúde e bem-estar da criança.

Só para se ter ideia, nos Estados Unidos, entre 1985 e 2011, aconteceram 11 casos de acidentes relacionados ao vestuário infantil, seja estrangulamento, engasgamento ou sufocamento. Aqui no Brasil, recentemente foi publicada a Norma ABNT NBR 16365/2015 voltada para a segurança na moda infantil. A norma alerta para a não inclusão de cordões maiores que 5cm, botões e apliques fáceis de soltar e etiquetas costuradas com fios de poliamida nas roupas de crianças. Portanto, compre apenas roupas de qualidade e de marcas reconhecidas para os seus pimpolhos.

No mais, à medida que o bebê for crescendo e a partir do momento em que a criança começar a andar, adote novos cuidados, como colocar protetores nas tomadas, investir em telas de proteção para as janelas e piscinas, guardar produtos de limpeza e remédios em lugares altos, comprar brinquedos com o selo do Inmetro e sempre levar em conta a faixa etária indicativa antes de adquirir novos jogos e bonecos. E então, você toma esses cuidados para manter o seu pequeno sempre seguro? Compartilhe sua experiência com a gente através dos comentários!

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