Como a roupa pode influenciar na autoestima da criança?

Você acredita que baixa autoestima é um problema exclusivo de adultos? Então é melhor rever os seus conceitos, afinal, a autoestima baixa também se manifesta em crianças e deve ser uma preocupação dos pais na formação infantil, desde os primeiros anos, até a adolescência, período em que a baixa autoestima pode se agravar.

Normalmente a baixa autoestima na infância está relacionada à dificuldade da criança em se enturmar, à crença de que ela não consegue superar obstáculos e, também, à forma como vê a própria imagem. Muitas vezes, a criança se enxerga feia, incapaz, solitária. Temos que admitir que essas percepções e sentimentos tão complexos, aparentemente, não combinam com a alegria da infância, mas o fato é que esse quadro é mais comum do que se imagina.

Só para se ter ideia, até mesmo a roupa que a criança veste pode impactar a autoestima infantil. Duvida? Então acompanhe o nosso post e descubra como o vestuário pode influenciar a autoestima da criança!

A relação entre a roupa e a autoestima

Já percebeu que quando colocamos uma roupa bonita, que nos cai bem e nos deixa confortáveis, nos sentimos mais confiantes e felizes? Com a criança também é assim! A roupa certa eleva a autoestima infantil, faz o pequeno se sentir alegre, bonito e à vontade para brincar e ser ele mesmo.

No entanto, quando as crianças são vestidas com uma roupa que agrada unicamente aos seus pais, com uma cor e modelo que os pequenos mesmo não aprovam, a tendência é de que eles reclamem, não queiram vestir a roupa e, quando vestem, ficam infelizes com as peças.

A roupa certa pode valorizar os pontos fortes das crianças

Basta olhar ao redor para ver crianças com diferentes características. Há crianças negras, brancas, orientais, ruivas. Existem também as magrinhas, gordinhas e com o peso normal. Há ainda as crianças com problemas motores, mentais ou visuais que já possuem um maior desafio em relação à autoestima. Em todos esses casos, a roupa que a criança veste pode ajudar a valorizar seus pontos fortes e fazer com que ela se sinta mais feliz e confiante.

Nas garotas bem magrinhas, por exemplo, peças mais volumosas ou com babados ficam uma graça. Nas crianças mais gordinhas, tons como azul-marinho e preto, em contraponto com tonalidades vibrantes (pink e vermelho) ficam um espetáculo!

A regra que vale tanto para adultos quanto para crianças é: procure disfarçar as imperfeições e ressaltar o que a pessoa tem de mais bonito. Se o olho da criança é bem claro, por exemplo, escolha uma cor de roupa que destaque isso. Não tenha dúvidas de que ele roubará a cena!

O estilo traduz a personalidade e identidade infantil

O que a criança veste tem tudo a ver com o que ela gosta e é. Note que, de modo geral, os garotos ligados ao esporte adoram roupas bem confortáveis e mais larguinhas. Meninas delicadas e que seguem a linha princesinha gostam muito de peças cor-de-rosa, laços, bordados, rendas e aplicações.

Há crianças que, desde muito cedo, se interessam pelo universo rural. Não demora e as camisas xadrezes acabam integrando o armário dessas crianças. É genuíno e saudável quando a própria criança vai definindo seu estilo. Os pais não devem oprimir seus filhos quando isso acontece, pois isso pode contribuir para o desenvolvimento da baixa autoestima.

Padrões estéticos podem ser bem negativos

Embora na sociedade haja a ditadura da beleza, que valoriza a cultura do ser cada vez mais magro, alto e bonito, evite reforçar isso para que seu pequeno não sofra futuramente com problemas de baixa autoestima e depressão. Também não encare esse conselho como um incentivo para relaxar e descuidar da imagem do pimpolho, a ponto de ele se tornar obeso.

Mais do que uma questão estética, a obesidade é uma séria ameaça para a saúde. Portanto, ame seu filho como ele é, aceite-o como ele é, mas estimule-o a ser uma criança saudável, que come de forma balanceada e pratica exercícios.

Além disso, procure vesti-lo bem e, dentro de suas possibilidades financeiras, escolha boas marcas de roupa, tecidos duráveis e confortáveis. Essas medidas ensinarão seu pequeno a crescer cuidando de si mesmo, tanto no que diz respeito à saúde, quanto no que diz respeito à imagem.

Dicas para ajudar a criança a ter uma boa autoestima

  • Desde a infância, procure passar tempo de qualidade com os seus filhos, converse com eles, escute-os, interesse-se pelas atividades que eles realizam e esteja aberto a esclarecer questionamentos.
  • Em situações difíceis, como bullying na escola, uma nota baixa ou uma derrota no campeonato de natação, dê apoio à criança e mostre a ela que ela é importante e que não está sozinha. Ela precisa ver que tem muito valor, apesar das dificuldades.
  • Esteja atento aos sinais que a criança envia. Se notar comportamentos estranhos, tristeza, isolamento, falta de vontade de sair e brincar, timidez excessiva e insatisfação com a própria imagem, procure acompanhamento psicológico especializado para ajudar seu filho. Tenha em mente que se a criança evita atividades esportivas, sociais e intelectuais temendo o fracasso e não aceitação, esse é um forte indício de baixa autoestima.
  • O papel da escola também é muito importante para que os problemas de autoestima sejam superados. Se o seu filho tiver baixa autoestima, não hesite em conversar com os professores, coordenadores e diretores.
  • Não anule a personalidade da criança. Oriente seu filho e dê suporte em relação às escolhas dele mas, por exemplo, se a criança se sente melhor com roupa vermelha em vez de amarela, respeite a opinião para evitar que a criança se frustre. Na primeira infância, as crianças tendem a ser vestidas conforme os gostos dos pais, mas ao longo do tempo, elas revelam os próprios gostos e estilo, o que é bom para a consolidação da autonomia.
  • Não compare seus filhos. Nada de fazer comentários como: “olha como sua coleguinha é magra”, “olha como a sua prima come pouco” e por aí vai. Isso acaba com a autoestima da criança.
  • Lembre-se de que os gordinhos podem ser tão estilosos como qualquer outra criança. Eles não precisam usar roupas muito maiores e nem se esconder apenas em conjuntos de legging e bata. Vestidinhos, saias, calças jeans e shortinhos também podem ser usados pelas meninas mais fofinhas. Já os meninos podem abusar de bermudas, camisetas e calças modernas.
  • Vale destacar que as crianças com boa autoestima não têm medo de novos desafios, gostam de aprender coisas diferentes, possuem autonomia, são sociáveis, confiam em si mesmas, não duvidam das próprias capacidades, adoram sair de casa, gostam de se arrumar, são colaborativas e admitem os próprios erros. Se seu filho é assim, ele tem a autoestima elevada e a roupa certa só faz reforçar essa característica.

E aí, você gostou do nosso artigo? Acha que realmente a roupa tem um papel importante na autoestima infantil? Compartilhe as suas opiniões com a gente. Queremos saber o que você pensa sobre o assunto!

O que não pode faltar no guarda-roupa do seu bebê

Montar o guarda-roupa de bebê é uma das partes mais gostosas do planejamento para receber o pequeno, não é mesmo? O problema é que nem sempre essa missão é tão simples assim. Com tantas opções fofas por aí, muitos papais e mamães acabam enchendo as prateleiras do armário com peças que, no final, nem vão poder ser usadas pelo seu filho.

Pensando nisso, resolvemos compartilhar, a seguir, as peças que não podem faltar na sua lista de roupas de bebê. Fique de olho e acerte no enxoval do seu filhote!

Macacão ou body

Esse deve ser o item número um no guarda-roupa de bebê. Isso porque, principalmente no caso dos recém-nascidos, essa é a peça mais confortável possível para o pequenino e também para os pais, já que permite que o neném se mexa sem restrição, não fica subindo como uma blusa e deixa que os adultos removam e vistam a roupinha com rapidez na criança para dar banho, trocar a frauda, etc.

Vale lembrar que o tipo de macacãozinho vai depender tanto da idade do seu filho quanto da estação do ano e do clima do ligar onde você mora. Se o baby vai nascer no verão, por exemplo, compre bodiestamanho RN sem manga, para deixá-lo bem fresquinho, e aposte nos macacões de tamanho M mais quentinhos, com manga comprida, para quando o bebê estiver maior no inverno.

Roupas de praia

Não importa se você não mora no litoral: uma hora ou outra, vai fazer aquele calor e você vai querer levar o seu baixinho para se divertir ao ar livre, de preferência com muita água! E na piscininha inflável no quintal, no mar ou no clube, é preciso contar com as roupinhas de banho certas para que o seu pimpolho fique protegido e confortável ao mesmo tempo.

Por sorte, nós já falamos um pouco sobre os cuidados na escolha das roupas de bebê para a praia neste outro post, que tal dar uma olhadinha?

Conjunto de praia para menina
Conjunto de praia para menina

Camisetas

As camisetas são peças coringa em qualquer guarda-roupa de bebê: você pode vesti-las no seu filho por baixo de uma jardineira, de uma blusa de frio ou até junto com uma legging confortável para deixar o pequeno brincando protegido! No calor, as camisetas bloqueiam o sol sem sufocar a criança, e podem inclusive ser a única peça de roupa usada nos dias muito quentes.

A dica, aqui, é preferir os modelos com botões nos ombros ou perto do pescoço (atrás ou na frente), que facilitam o momento de passar a cabecinha do pimpolho pela gola.

Camisetas importadas
Camisetas importadas

Meias

Colocar sapatinhos no seu bebê para sair é muito importante para proteger seus pezinhos, mas dentro de casa, o calçado principal podem sim ser as meias mesmo. Daí a necessidade de contar com uma boa quantidade de meias de qualidade, tanto para evitar farpas e outros objetos que podem ferir os pés do bebê quanto para agasalhá-lo — sabia que os pequeninos sentem mais frio que a gente?

 

Essas são as roupas de bebê que você não pode deixar de ter para vestir seu baixinho a qualquer hora, mas, claro, além delas, você também pode apostar em algumas peças menos básicas, como vestidos e conjuntinhos para ocasiões especiais, não é? Comente contando para a gente o que mais vai para o guarda-roupa do seu filhote e diga se você ainda tem alguma dúvida sobre como escolher o enxoval do pequenino!

Você sabe como funciona o sono do bebê?

Você sabia que dormir é uma necessidade fisiológica tão importante quanto respirar, se alimentar e beber água? Só para se ter ideia, os maus hábitos do sono podem acarretar doenças sérias, como a hipertensão, obesidade e diabetes. Em síntese, dormir não é apenas uma questão de relaxar e descansar. É uma questão de saúde!

A qualidade do sono deve ser buscada desde cedo, pois dormir bem é essencial para o desenvolvimento das crianças. Quanto antes os pequenos aderirem a bons hábitos, mais fácil será de manter uma rotina saudável do sono quando eles crescerem.

Pensando nisso, preparamos um material especial para que você entenda como funciona o soninho dos bebês. Fique de olhos bem abertos no nosso artigo e deixe para dormir depois, pois as informações que vamos dividir contigo são preciosas. Venha com a gente!

Vestido bebê branco
Vestido bebê branco

A importância do sono para os bebês

O sono de qualidade é fundamental para que o bebê fique tranquilo durante o dia, mas também está ligado ao desenvolvimento da criança e equilíbrio hormonal. Durante o sono, o organismo das crianças produz melatonina, TSH, prolactina, grelina e GH, o hormônio do crescimento. Na infância, 90% do hormônio do crescimento é liberado justamente quando a criança está dormindo. Ou seja, seu filho cresce enquanto dorme. Vale ressaltar que esse hormônio também é crucial para os pequenos porque evita o acúmulo de gordura corporal, ajuda na manutenção do tônus muscular, fortalece os ossos e aumenta a disposição.

Quanto tempo o bebê dorme em cada fase

Cada bebê tem suas particularidades e hábitos, portanto, não é incomum que o filho da sua amiga durma por muitas horas seguidas, enquanto seu filho acorda toda hora. Alguns dormem duas ou três horas a mais por dia do que os outros, mas de modo geral, a quantidade média de sono é a seguinte em cada etapa do desenvolvimento:

1 mês: 8 horas e 30 minutos de sono durante a noite. De dia, os bebês dormem aproximadamente 7 horas, distribuídas entre 3 sonecas.

3 meses: 10 horas de sono noturno e 5 horas de sono diurno, distribuídas entre 3 sonecas.

6 meses: 11 horas de sono à noite e 4 horas de sono de dia. As sonecas caem para duas vezes.

9 meses: 11 horas de sono noturno e 3 horas de sonecas de dia.

12 meses: 11 horas e 15 minutos de sono à noite e 2 horas divididas entre duas sonecas de dia.

18 meses: 11 horas e 15 minutos de sono noturno e 2 horas e 15 minutos de soneca.

2 anos: 11 horas de sono de noite e 2 horas em uma única soneca de dia.

3 anos: 10 horas e 30 minutos de sono noturno e 1 hora e 30 minutos em uma sonequinha.

Você deve ter reparado que, no geral, bebês dormem bastante, não é mesmo? Eles realmente precisam de mais horas de sono do que os adultos. Os recém-nascidos normalmente dormem o dobro de horas do que seus pais e isso é plenamente normal e saudável!

O padrão do sono dos bebês

Se você está preocupada porque o seu bebê dificilmente dorme ininterruptamente, saiba que isso é normal, afinal, eles precisam acordar para as mamadas. Além disso, os ciclos de sono do bebê são mais curtos do que os ciclos de sono dos adultos. Enquanto os adultos passam por cinco estágios do sono, os bebês passam por dois: o ativo e o tranquilo. O sono ativo é a etapa em que o bebê acorda mais facilmente, além de apresentar movimento rápido dos olhos, respiração irregular, movimentos corporais e vocalizações. O sono tranquilo, por sua vez, é marcado por respiração rítmica, ondas lentas e pouca movimentação. Nesse estágio, não há o movimento dos olhos.

Dicas para que seu bebê durma melhor

  • Deixe as brincadeiras e conversas com o pequeno para as mamadas durante o dia. Na alimentação noturna, o momento da amamentação deve ser tranquilo, a fim de favorecer a preparação para o sono. Essa medida vai ajudar o organismo do seu filho a entender as diferenças entre dia e noite.
  • A partir de 2 meses, permita que seu pequeno pegue no sono sozinho. Quando ele estiver sonolento, coloque-o no berço. Isso evita que a criança fique demasiadamente dependente e só durma mamando ou quando você estiver ninando-a.
  • Estabeleça o ritual do sono. Uma boa sugestão é dar banho, trocar a fralda, colocar uma roupinha macia e contar uma história, mas o ritual pode ser criado de acordo com cada família.
  • Transforme objetos de estimação em aliados. Os bichinhos de pelúcia antialérgicos e naninhas podem virar os companheiros favoritos do seu pequeno e ajudá-lo a pegar no sono. Um bom truque é ficar com esse objeto por um tempo para que ele pegue o cheirinho da mamãe.
  • Aposte em roupas confortáveis. Para que seu pequeno durma bem, invista em roupinhas e pijamas macios ao toque e que não sejam apertadas. As peças de algodão são as mais recomendadas, nesse caso. Roupa importada de bebê também pode ser uma ótima escolha para deixar seu filho pronto para dormir por horas seguidas.
  • Não pegue o bebê no colo ao primeiro chorinho. Deixe-o chorar um pouco, depois vá até ele, seja gentil, faça um carinho, mas não pegue-o no colo a menos que seja para alimentá-lo. Seja firme nesse momento, pois ele precisa saber que é hora de dormir.
  • A responsabilidade de confortar a criança pode e deve ser dividida entre pai e mãe. Com poucos meses, a mãe já cumpre esse papel a cada mamada, mas à medida que a criança for crescendo, o pai pode ajudar no processo de acalmar o filho, contar histórias, etc.
  • Crie um ambiente favorável ao sono. Um quartinho limpo, organizado, silencioso e acolhedor faz toda diferença no soninho dos pequenos. Evite luzes muito fortes, pois isso impede que a criança adormeça com facilidade.
  • Tenha paciência. Os bebês possuem padrões de sono diferentes dos adultos e isso ocorre porque eles ainda não se adaptaram ao ambiente externo e nem desenvolveram seu sistema circadiano. Para completar, o organismo deles ainda não sabe as diferenças entre dia e noite.
  • Coloque o bebê para dormir de barriga para cima. A posição segura para o bebê dormir é essa, pois evita os sufocamentos e a temida síndrome da morte súbita infantil.

E aí, como o seu bebê tem dormido? Essas dicas vão te ajudar a garantir um soninho saudável e tranquilo para o pequeno! Compartilhe suas opiniões e experiências conosco através dos comentários. Ah, e para ver a importância de ensinar as crianças a respeitarem horários, leia também o nosso post “7 dicas para educar crianças”.